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cartolinaamarga



Sexta-feira, 16.01.15

Luta com a balança

Há muitos anos que travo uma luta com a balança. Desde que fui perada ao nariz com 5 anos até hoje. A verdade é que comecei a engordar após essa operação e desde a,í que os dois dígitos da balança começaram a ter, cada vez mais, um maior valor. Acho mesmo que com 7/8 anos a minha maior alegria era comer. Comer até ficar a arrebentar com as costuras. Era a menina que para o lanche a meio da tarde queria um bife com batatas fritas. Só comecei a tomar consciência do quão gorda estava, para a minha idade, para a minha altura e para a minha saúde quando, a minha pediatra da altura, me disse que me iria mandar para 'a consulta dos gordos' no S.João e que tinha os níveis de colesterol muito elevados. A partir daí começou a minha luta. Luta diária. Com imensas fases. Fases em que como na mesma tudo o que me apetece seguindo a lógica de 'Quem gosta de mim, tem que gostar assim'. Outras fases em que faço cuidado seguindo a lógica 'Tenho de gostar primeiro de mim para que os outros possam gostar a seguir'. Queria ter sempre, todos os dias, esta força de vontade. Mas às vezes não dá. Fiquei tão contente quando em dezembro do ano passado descobri que já tinha emagrecido 7 quilos. 7 quilos! O meu maior feito alguma vez conseguido. Mesmo assim, ainda quero emagrecer mais 5. Serão os mais difíceis é certo. Mas irei conseguir. Tenho consciência que não sou nenhum bicho, que sou bem feita e proporcional à altura que tenho, porém quero realizar este último esforço. Não sou a favor de dietas loucas, basta fechar a boca nas alturas e nos alimentos certos. E sim, o exercício físico ajuda, nem que seja só umas valentes caminhadas (algo que a minha estadia em Coimbra ajuda).

Este é o meu caso, mas tantos outros andam por aí. Cada caso é um caso. Cada pessoa é uma pessoa. Se uma pessoa se sentir bem mais gordinha, NINGUÉM tem o direito de a julgar. Desde que não seja daquele tipo de pessoa que em frente aos outros, diz que se sente mal com o corpo que tem e que quando vai ao McDonald's come tudo o que pode e não pode. Se uma pessoa se sente bem magra, demasiado magra até, também NINGUÉM tem o direito de a julgar. Só podemos ouvir e aconselhar. Cada corpo é um corpo. Há quem aprecie as curvas de uma mulher, quem aprecie a extrema magreza. Cada um é como é. E todas nós somos lindas tal como somos!

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