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cartolinaamarga


Terça-feira, 02.07.19

Sobre pressão

No outro dia ouvi alguém dizer que, hoje em dia, os jovens têm a pressão para serem ser sucedidos e terem sucesso nas suas carreiras e na vida pessoal e afetiva. E é assim mesmo. Nunca ninguém me pergunta como estou, como me sinto, se estou cansada, se não me sinto sozinha... apenas perguntam: e a faculdade? Quando acabas o curso? As cadeiras estão todas feitas? E nada pior que essa pressão vir de casa, de alguém que nos carregou na barriga e que um dos seus principais objetivos devia ser ver a filha feliz e tranquila e não querer, a todo o custo, que o diploma chegue para o poder mostrar a toda a gente e gritar ao mundo que, sozinha, conseguiu pagar os estudos à filha. Não percebe e pior, nem sequer tenta perceber.

Só eu sei o quanto já me custou parar um ano por não estar bem, por sentir genuinamente que só estava na faculdade a gastar dinheiro e que não estava a ter utilidade para nada nem para ninguém. É mau, é um retrocesso. Vejo as pessoas à minha volta a licenciar-se, a arranjar empregos duradouros e eu aqui, estagnada a tentar acabar cadeiras e a ganhar coragem para enfrentar o último ano de licenciatura. E o medo de não corresponder às expetativas dos outros colocadas em mim? Porque as minhas já deixei de ter e confiar para não sofrer ao não as cumprir. Mas não posso gerir as dos outros.

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Sábado, 29.06.19

O 3º

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Há dias deparei-me com esta frase perdida no instagram. E concordo, concordo muito. Cheguei ao meu 3º. É um amor leve, bom de viver. É meu, é dele, é nosso. E não quero mais nada para além disto, para além dele. Um dia conto a história. Um dia conto como nos descontruímos um ao outro. Um dia conto que fomos um para o outro o que cada um não queria. Um dia conto que começamos por não nos entender. Um dia conto como aquele primeiro beijo na cara fez tremer o meu mundo inteirinho. Um dia conto o quanto queria passar o dia todo com ele. Um dia conto o quão nervosa estava quando fui ter com ele fora do estágio. Um dia conto a certeza tive logo quando nos beijamos. Um dia conto o quanto passei a querer mais daquilo, todos os dias na minha vida. Um dia conto o quão bem ele me faz sentir. Um dia conto o quanto eu o amo. 

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Quarta-feira, 08.08.18

Tamanho único

Não sou propriamente magra nem com as medidas perfeitas. Não sou nem nunca o fui. Já falei disso aqui. Umas vezes com a balança mais perto dos 80 kg grande pena minha, outras vezes e para minha felicidade mais perto dos 70 kg. Depende da minha motivação e do meu olhar para o espelho. Isto tudo com 1, 72 cm. Estou equilibrada. Se gostaria de pesar uns 60/65 kg e ter menos anca e coxas? Gostava. Mas sinceramente e, pelo menos na maior parte dos dias, gosto do meu corpo assim. 

Mas não é por causa disso que estou menos atenta ao que se passa à minha volta.. então numa altura em que fala tanto de auto-aceitação, de não receber para nós os estereótipos que a sociedade nos impõe, de que o corpo da mulher é bonito com mais, menos ou mil curvas, como é que as lojas de roupa não fazem uma remodelação também nas suas reservas daquilo que tem de ser o modelo perfeito?

Flando das lojas de shopping: na Zara e na Mango a maior parte dos modelos não têm a opção XL (pelo menos) e a roupa é feita coom modelos altíssimas e esguias. como é que eu que tenho rabo e umas belas coxas consigo andar com partes de baixo destas lojas? é suposto andar com o rabo de fora?; na Pull e na Berska a coleção é recheada de croped, mini-saias e vestidos demasiado curtos e justos. É suposto vestir estas amostras de roupa e depois estarmos constantemente a ouvir que isto não é roupa para nós vestirmos. Sim, blá blá blá, não devemos ligar ao que os outros dizem e devemos vestir o que nós faz sentir bem. Mas na prática as coisas não são assim. O mais irónico é que propaga isso são as raparigas magras, com corpo de modelo ou com curvas perfeitas. Mas volto a dizer, não sou das pessoas que se possa queixar mais. 

Em relação às típicas lojas das cidades, era onde eu me custumava safar. Mas agora nem isso. Aumentou o flajelo das peças de tamanho único. O que para além de discriminatório, volta a privilegiar as pessoas de baixo peso e para não dizerem que não, deixam o tecido mais largo para dizer que serve a toda a gente. (Risos). Não é assim. Aquela roupa não serve nem favorece a toda a gente, só corpos muito específicos. Querem que as pessoas vistam o quê? Leggins e t-shirts? Não temos direito a roupa bonita e que nos assente bem como o resto das pessoas? 

Se eu, que visto um 40 de calças, um Xl no resto das partes de baixo e um L nas partes de cima, já vejo o sistema complicado para arranjar roupa que goste, me sirva e não me fique demasiado curta, nem quero imaginar quem tenha mais peso e mais alltura que eu.

P.S. Não me venham os fundamentalistas da vida saudável dizer que tenho de emagrecer pois, até ver, estou saudável e quando acho que estou acima do peso sei tirar a boca e comer melhor. Mas não o vou fazer só para ter mais opção de roupa. O mercado é que não está a responder às necessidades.

P.S.2. Estou de volta :)

 

 

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Terça-feira, 03.07.18

Homem... #9

As saudades matam. 

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Segunda-feira, 25.06.18

Homem...#8

Outro fim-de-semana sem ele. Outro fim-de-semana em que do nada me lembro dele e desato a chorar. Não era para ter sido assim. Não era para eu me envolver desta maneira. Não era para eu me dar desta maneira. Ele não merece. Ou então merece. Não sei. Ainda não consegui perceber com clareza o que aconteceu para ter tudo dar errado.

No fundo, sempre soube que não ia correr bem. Desde o inicio que dizia que era tudo bom demais para ser verdade, que ou ia acabar muito mal ou muito mal e dá para perceber como foi o desfecho. Ao longo do tempo fui tendo outros sinais, fui escrevendo sobre (não aqui), já advinhava com ia terminar e o porquê de certas coisas. Mas não, burra fui eu em não seguir a minha intuição (que nunca me deixou ficar mal) e deixar-me ir no fluxo por achar que ia conseguir fazer com que ele mudasse de ideias quanto a ter uma relação, comigo no caso (burra ao quadrado). E o pior de tudo é o que pesa na minha consciência é ter-lhe dito que ia estar sempre ali para ele, que não ia embora e fui. Burra ao cubo né?

Estou a tornar-me repetitiva, eu sei. Mas não tenho com quem falar sobre. Nem quero dar parte fraca a pedir ajuda a alguém. Também não sei se alguém ia estar aqui para me ouvir, na verdade. Por isso peço desculpa por estarem sempre a ler sobre o mesmo. Prometo que quando isto passar dou updates sobre o resto e volto com alguns artigos de opinião mas agora não consigo.

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